De todos os ressignificados, eu precisava começar por ele.
O Amor sempre foi a gasolina nessa fogueira que me abriga o peito.
Por ele, já vivi diversas narrativas, sendo a grande maioria nada gloriosas.
Ressignificar o Amor, aprender com ele, é e sempre será o meu maior desafio.
Na minha vida, a verdadeira linguagem do Amor sempre se fez ausente.
Me alimentaram desde pequena com definições caóticas e nada saudáveis sobre ele.
Amor era medo, angústia, submissão, violência, abuso e dor.
E justamente por ter vivenciado cada um desses termos tão fortemente, eu decidi, há 3 anos, que ele não era pra mim.
Se sinônimo de amar é sofrer (alô, Zé Ramalho!), por que diabos sentir?!
Lógico, não? Pois é. Também achei.
E foi assim que passei 3 anos trancando os portões do meu coração.
Sabe o que é passar 3 anos sem se permitir sentir a vida tocar a sua pele por medo de se queimar?
Espero que você não saiba. De verdade.
Foi o período mais sombrio da minha vida. Vazio. Quieto. Frio.
Mas a vida, grande mestre da paciência, aos poucos, veio novamente me tocar.
Eu, que passei tanto tempo fugindo disso, me rendi.
Eu cansei de fugir.
Fugir não me trouxe felicidade, muito pelo contrário.
Eu nunca me senti tão sozinha.
Não por não ter pessoas incríveis perto de mim, mas porque eu estava insensível ao toque de cada uma delas.
E hoje, depois de todo esse tempo, eu abro as portas do meu coração novamente.
Foi uma das escolhas mais difíceis que já tomei, mas também a mais gratificante.
Eu me sinto viva de novo, meu mundo voltou a ter cores e cheiros.
Agora, está na hora de encontrar a minha definição do verdadeiro Amor.
E se ele me permitir,
Essa noite vou tirá-lo para dançar.