terça-feira, 27 de abril de 2021

 Finjo que tá tudo bem

Que não sinto saudade

E toda essa vontade de te ter pra mim

 

Falo bem no pé do ouvido

Que não faz sentido

Esse medo bobo de te perder assim

 

Rio e digo que não tem jeito

Que o ciúme é falho

E que não combina com o meu jeitin

 

Mas no fundo eu rasgo o peito

Fico mordendo os dedos

De preocupação

 

É que amor é algo novo

Que me desassossega 

E exige entrega em meio a solidão

quarta-feira, 21 de abril de 2021

(...)

 - É como uma melodia estranha, desconhecida para mim. Eu só tento afinar as notas.

- Deve aproveitar a dança.

- Nós dois devemos. Estamos infelizes há muito tempo.

- Sem medir as consequências?

- Vamos tentar!

- E se nos rejeitarem?

- Seremos mais solitários do que somos?

Suspiros

- Então vamos tentar. 

- E que as almas perdidas sejam encontradas.


Penny Dreadful

Eu vivo alimentando sonhos como um escapismo dessa realidade dolorosa.

Eu não quero ter que lidar com os fatos, as ilusões me contemplam mais.

Mas ao decidir que preciso encarar minhas emoções de frente,

Eu me recuso a fugir delas.

Eu tinha esquecido da capacidade que as coisas que permeiam o Amor podem nos fazer sangrar.

É o arrependimento de não ter vivido quando tive a chance,

É a saudade que amarga a boca ao lembrar do beijo teu,

É o corpo que arde sem seu toque,

É a vontade que escorre no choro na calada da noite.

 Eu me questiono se voltei cedo ou tarde demais.

Eu preciso ser sincera comigo.

Dói demais. 

Dói todo dia.

Não tem espaço pra mim na sua vida.

Espaço somente no coração não é o suficiente.

Nada tem sido.

Eu abraço todos os dias a minha vulnerabilidade na esperança de ser melhor

E eu sou. Com certeza sou.

Sou melhor do que a pessoa que você conheceu anos atrás

E quero mostrar isso a você.

Quero mostrar pra você minhas luzes e sombras,

Saciar essa curiosidade que você tem em me mergulhar.

Mas meu Amor, 

Mergulhar exige uma escolha.

Exige todas as escolhas que você evita fazer por medo das consequências.

Eu entendo. Já estive no seu lugar.

E é por isso que eu sei que você não está pronta.

Eu não sei se esse dia chegará a tempo pra saciarmos essa vontade de viver.

Eu te escolho todos os dias.

E você?


terça-feira, 20 de abril de 2021

 "Quando você vai passar Saudade? Me diz quanto tempo você vai ficar Saudade"

É te procurar quando acordo e sonhar quando durmo

É sobre me perder em pensamentos e possibilidades

Que eu torço pra que sejam ainda melhores que meus sonhos.

Mas a verdade é que tudo isso já é melhor do que um dia foi.

Não pelas circunstâncias externas,

Mas por tudo o que já é no meu peito.

Esse peito tão seu...

A saudade me tira pra dançar todas as noites

Com melodias profundas e intensas

Que só me lembram o quanto eu amo você.

Vem, meu amor.

Está na hora da nossa dança.


 "A felicidade está um passo além do medo"

Ir até você é o passo que eu dou todos os dias.

"É o fim daquele medo bobo"

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Sobre abrir os portões

Talvez, você não saiba.

Mas abrir os portões do meu coração pra você tem sido uma das melhores coisas que já fiz.

Amar você me faz sentir viva, coisa que eu não vivenciava há...

Será que já vivenciei?

A verdade é que tudo isso é novo pra mim. Esse sentimento.

É diferente de tudo, sabe?

Você sabe.

Eu sei que sabe.

É tão forte que me faltam palavras pra explicar aqui.

Elas não conseguem traduzir.

Você me mostrou a versão mais linda e pura de amor.

Eu nunca vi isso antes.

É insanamente assustador e maravilhoso na mesma proporção.

E acho que agora eu estou começando a entender.

Agora, eu entendo porque você tinha tanta ânsia em mergulhar nas minhas águas,

A forma como me olhava,

As vontades que tinha.

Eu te amei a cada instante e isso me apavorou tanto que eu fugi várias vezes, lutei contra, até chegar aqui.

Dei tanta volta no mundo indo atrás de não sei o que,

Pra chegar aqui e perceber

Que o que sempre faltou em mim

Foi você.

Eu te amo.

E obrigada por me amar também.

Ressignificando o Amor

 De todos os ressignificados, eu precisava começar por ele.

O Amor sempre foi a gasolina nessa fogueira que me abriga o peito.

Por ele, já vivi diversas narrativas, sendo a grande maioria nada gloriosas.

Ressignificar o Amor, aprender com ele, é e sempre será o meu maior desafio.

Na minha vida, a verdadeira linguagem do Amor sempre se fez ausente.

Me alimentaram desde pequena com definições caóticas e nada saudáveis sobre ele.

Amor era medo, angústia, submissão, violência, abuso e dor.

E justamente por ter vivenciado cada um desses termos tão fortemente, eu decidi, há 3 anos, que ele não era pra mim.

Se sinônimo de amar é sofrer (alô, Zé Ramalho!), por que diabos sentir?!

Lógico, não? Pois é. Também achei.

E foi assim que passei 3 anos trancando os portões do meu coração.

Sabe o que é passar 3 anos sem se permitir sentir a vida tocar a sua pele por medo de se queimar?

Espero que você não saiba. De verdade.

Foi o período mais sombrio da minha vida. Vazio. Quieto. Frio.

Mas a vida, grande mestre da paciência, aos poucos, veio novamente me tocar.

Eu, que passei tanto tempo fugindo disso, me rendi.

Eu cansei de fugir.

Fugir não me trouxe felicidade, muito pelo contrário.

Eu nunca me senti tão sozinha.

Não por não ter pessoas incríveis perto de mim, mas porque eu estava insensível ao toque de cada uma delas.

E hoje, depois de todo esse tempo, eu abro as portas do meu coração novamente.

Foi uma das escolhas mais difíceis que já tomei, mas também a mais gratificante.

Eu me sinto viva de novo, meu mundo voltou a ter cores e cheiros.

Agora, está na hora de encontrar a minha definição do verdadeiro Amor.

E se ele me permitir,

Essa noite vou tirá-lo para dançar.


O Recomeço

 Nunca fui muito boa com diários. 

A possibilidade de ter algo físico em que pudessem acessar meus devaneios e segredos sempre me apavorou. 

Relutei até o último instante e acabei por me entregar ao velho hábito da escrita. Mas canetas e papéis não conseguem me acompanhar. Então, eu fiz um blog. 

O primeiro, nasceu em 2009. E desde então eu não parei.

Mas a Débora de antes não mais existe. Morreu e renasceu incontáveis vezes.

E cá estou: renascida.

Contudo, dessa vez foi diferente.

A morte foi tão profunda e intensa, tantas transformações, que não posso mais conter as novidades que me transbordam.

Hoje, encaro no espelho um novo Eu desconhecido, intrigante e com sede de viver.

Não sei quais aventuras serão descritas nessas páginas em branco, mas vou amar preenchê-las.

Sem mais delongas,

Senhoras e Senhores,

Lhes apresento: 

O Diário dos Ressignificados.